Parque Burle Marx

Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200 - São Paulo/SP

Parque Burle Marx

O Parque Burle Marx foi inaugurado em 1995, depois de o arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx finalizar seu projeto artístico para incorporar os jardins de uma casa, datada da década de 1950 e que nunca chegou a ser concluída, para ser aproveitados pelo futuro parque.

Com uma área aproximada de 138 mil metros quadrados, o parque conta com áreas de trilha (sendo três de diferentes tamanhos e dificuldades), o Bosque das Jabuticabeiras, a Região dos Lagos, um grande gramado central, playground, horta comunitária, estação de compostagem, espaço para piquenique e eventos, e algumas construções importantes para a história e a arquitetura nacionais, como a Casa de Taipa e Pilão, utilizada pelo “Ciclo Bandeirista”, e o Jardim Burle Marx — que é uma das principais atrações.

Diferentemente do Parque do Ibirapuera, o mais conhecido da capital paulista, o Parque Burle Marx tem uma proposta mais contemplativa e não apenas de lazer e diversão. Sendo assim, o espaço não proporciona uma área para andar de bicicleta, skate ou jogar bola. Isso se deve a sua importante função de preservar um trecho do que restou da Mata Atlântica paulista, assim como ocorre nos parques do Carmo e Anhanguera.

 

A interessante história

Gramado central do Parque Burle Marx
O Parque do Burle Marx foi construído no terreno da antiga propriedade rural denominada Chácara Tangará — que contempla todo o bairro do Panamby, que pertenceu ao empresário ítalo-brasileiro Francisco Matarazzo Pignatari, também conhecido por Baby Pignatari. Na década de 1940, Baby Pignatari decidiu construir uma mansão para morar com a princesa austríaca Ira von Furstenberg, com quem iria se casar. Para esse feito, o empresário contratou o arquiteto Oscar Niemeyer para projetar a casa e o arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx para colocar em prática as ideias para os jardins da enorme residência.

A ideia de Baby era construir a maior casa de todo o Morumbi. Entretanto, o casamento com a princesa acabou antes da própria obra, e apenas o jardim foi finalizado. O fim do relacionamento fez com que a área ficasse abandonada por muitos anos, até que, no final dos anos 1980, acabou sendo leiloado e vendido para a Lubeca S/A Empreendimentos. Nesse período, a região já estava vivendo o início da expansão imobiliária, e a ideia da empresa, que atualmente se chama Panamby Empreendimentos Imobiliários, era construir um hotel e prédios comerciais. Contudo, a empresa foi impedida de realizar o projeto, depois de uma série de conflitos com grupos ambientalistas e de apelos da população para que o terreno não fosse loteado, já que a área se tratava de uma zona de proteção ambiental — em razão de ser um dos poucos lugares de São Paulo onde ainda há Mata Atlântica remanescente.

A presença de uma extensa área de mata preservada e os vestígios do trabalho paisagístico de Roberto Burle Marx fizeram com que, após o pedido de entidades e ambientalistas, fosse doado à prefeitura 29% do território da antiga Chácara Tangará para a criação do Parque Burle Marx. Com a implantação do parque no bairro, apareceu a oportunidade de o Jardim Burle Marx ser restaurado, após quase quarenta anos esquecido, e o escritório contratado para tal foi o do próprio arquiteto, que acompanhou de perto todo o trabalho realizado em 1992. Apesar da sua contribuição, o arquiteto-paisagista não chegou a ver a inauguração do parque, realizada em 1995, já que morrera em junho de 1994.

Assim que o parque foi criado, a Prefeitura resolveu testar uma forma de gerenciamento pioneira no país. Em vez de investir o dinheiro público para manter a área, ficou decidido que o gerenciamento do parque seria entregue para a iniciativa privada. Dessa forma, ficou combinado, por meio de um convênio, que a Fundação Aron Birmann se comprometeria com a administração do Parque Burle Marx, sem perder todas as vantagens de um parque público.

 

O conjunto arquitetônico

Com aproximadamente quatro mil metros quadrados, o Jardim Burle Marx é formado por um conjunto de quinze palmeiras imperiais, plantadas lado a lado por toda a extensão do jardim; um gramado de aproximadamente setecentos metros, conhecido como Gramado Xadrez, devido à utilização de duas espécies de grama, que dão a ideia de que estamos olhando para um tabuleiro de xadrez; a área do pergolado, que fica atrás do Gramado Xadrez; o espelho d’água e seu conjunto de fontes e cascatas; dois painéis de concreto esculpidos em alto relevo; e a área das árvores pau-ferro.

O espaço, instalado em 1950 e restaurado em 1991, é considerado patrimônio histórico-cultural de grande importância para a cidade de São Paulo, por ser uma obra de um dos mais renomados paisagistas brasileiros e também por ser um belo exemplo de valorização e conservação de bens culturais urbanos.

 

Atividades

Atualmente, o parque conta com alguns projetos e iniciativas para atrair o público. O mais conhecido deles é a Feira Orgânica no Parque, que funciona todos os sábados das 7 às 13 horas. A feira, inaugurada em outubro de 2011, foi a primeira da cidade a vender apenas produtos orgânicos. O parque também conta com uma horta comunitária, sendo um projeto aberto a todos interessados, incluindo crianças e alunos de escolas, formulado pelo SENAC de Santo Amaro, em parceria com a Fundação Aron Birmann, com o intuito de incentivar o contato humano com a natureza e impulsionar o consumo de alimentos orgânicos. Voluntários e apoiadores doam sementes e mudas para manter a horta.

Abriu recentemente no parque um espaço para food trucks. Os carrinhos de comida ficam no parque todos os sábados e domingos, inclusive feriados, das 10 às 18 horas. Além disso, estão disponíveis atividades gratuitas, que vão desde aulas de golfe, tai chi chuan e yam yoga até crossfit e técnicas de aquarela. O parque também conta com atividades de zumba e ritmos de salão todos os domingos.

Existe ainda o projeto Circuito Artístico de Parklets, que trouxe oito parklets temáticos, com a proposta de interação do público, com atividades voltadas para academia, meditação, música e playground, entre outros destaques. O projeto foi criado por cinco artistas e coletivos de arte brasileiros: Bijari, Binho Ribeiro, Matias Picón, Douglas Okura e SHN/Coletivo Rua.

O parque também conta com a disponibilidade de uma área de piquenique. Este local é destinado à alimentação de todos os frequentadores do parque, sendo assim, não é permitido a realização de festas ou encontros com mais de 5 pessoas.

As trilhas para caminhada e jogging no interior da mata são grandes diferenciais do parque. Os caminhos circundam os lagos e levam o usuário a uma experiência sensorial dentro da mata, com direito a observação de uma diversidade de animais e espécies arbóreas e herbáceas. A trilha A, "dos lagos", possui 350 metros e é aconselhada para iniciantes, por ser mais plana; já a B, "da nascente", possui 850 metros e um declive leve; e a trilha C, "dos macacos", possui 1 050 metros e é aconselhada para pessoas com bom preparo físico, por apresentar alta declividade.

fonte: wikipedia 

informações de contato

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11 3746 7631
11 9 3115 1247

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horário de funcionamento

Diariamente das 07:00 às 19:00

A entrada para o parque é gratuita!!
Estacionamento pago
seg. à sex. R$10,00
sáb., dom. e feriados R$15,00

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